Fiocruz inaugura centro inédito de proteômica no Paraná

A Fiocruz Paraná inaugurou o Centro Analítico Araucária e participou do lançamento do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Proteômica – Sinergia Científica a Serviço da Saúde Pública no Paraná, iniciativa estratégica apoiada pela Fundação Araucária que reúne pesquisadores, instituições de ensino, hospitais, laboratórios e parceiros nacionais e internacionais em torno do fortalecimento da saúde pública por meio da ciência, da inovação e da medicina de precisão. Com investimento de R$ 8 milhões, o projeto integra áreas como proteômica, inteligência artificial, bioinformática, microbiologia e vigilância em saúde, consolidando o Paraná como referência em pesquisa biomédica avançada e no conceito de saúde única.
A solenidade marcou também a inauguração do Centro Analítico Araucária, instalado na estrutura da Fiocruz Paraná e equipado com o primeiro espectrômetro de massas Exidium Pro em funcionamento na América Latina. Viabilizado com investimento de R$ 4 milhões da Fundação Araucária por meio do NAPI Proteômica, o equipamento será utilizado no desenvolvimento de metodologias em proteômica e bioinformática aplicadas à saúde pública, ampliando a capacidade científica do Paraná na geração de diagnósticos avançados, vigilância epidemiológica e medicina de precisão.
A vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Alda Maria da Cruz, destacou a importância da participação da instituição na rede de ciência, tecnologia e inovação articulada pelo Governo do Paraná. “Este equipamento vai ampliar nossa capacidade de geração de diagnóstico clínico e laboratorial. É uma tecnologia única na América Latina e que permitirá expandir essa capacidade do Paraná para outras regiões do país. Fazer parte dessa rede é fundamental para fortalecer a Fiocruz como instituição estratégica do Ministério da Saúde e manter nossas pesquisas alinhadas à fronteira da ciência mundial”, afirmou.
Alda Cruz também ressaltou o impacto da nova estrutura na formação de pesquisadores e especialistas. “Um núcleo como esse é extremamente atrativo para jovens interessados em pesquisa. Ele posiciona a Fiocruz Paraná como um hub nacional e internacional conectado a redes globais de ciência e inovação”, disse.
O diretor da Fiocruz Paraná, Fabiano Figueiredo, destacou que a iniciativa fortalece a integração entre ciência, inovação e políticas públicas em saúde. “O NAPI Proteômica representa um avanço estratégico para o Paraná e para o SUS, consolidando uma rede colaborativa capaz de transformar conhecimento científico em soluções concretas para a saúde pública. Essa articulação amplia a capacidade de resposta diante dos desafios impostos pelos microrganismos multirresistentes e pelas novas demandas da medicina de precisão”, afirmou.
Figueiredo também ressaltou a importância do fortalecimento das parcerias público-privadas para ampliar a capacidade de inovação em saúde. Segundo ele, o projeto já conta com a participação de instituições e empresas parceiras, entre elas o Grupo Boticário, em iniciativas voltadas ao desenvolvimento conjunto de pesquisas e novas soluções tecnológicas.
Coordenador do laboratório e pesquisador do projeto, Paulo Carvalho afirmou que a nova estrutura permitirá ampliar significativamente a capacidade de produção científica e tecnológica no Estado. “O Centro Analítico Araucária cria condições para desenvolvermos análises em níveis inéditos de precisão e complexidade. A combinação entre espectrometria de massas, inteligência artificial e bioinformática abre novas possibilidades para diagnósticos mais rápidos, vigilância epidemiológica e desenvolvimento de soluções voltadas às demandas do SUS”, destacou.
O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, ressaltou a relevância estratégica do novo arranjo de pesquisa. “A proteômica é uma das fronteiras do conhecimento nas ciências da vida e da saúde. O Paraná ter a possibilidade de trabalhar nessa área nos coloca em posição diferenciada para os próximos anos. Equipamentos de fronteira como esse espectrômetro de massas permitem ao grupo realizar pesquisas que antes não seriam possíveis”, afirmou.
Já o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, enfatizou o caráter colaborativo do NAPI Proteômica. “Esse novo arranjo de pesquisa e inovação nasce graças à competência e à liderança da Fiocruz no desenvolvimento de soluções de alto nível em ciência e tecnologia. O equipamento é importante, mas o mais importante são os pesquisadores e as redes construídas em torno dele. Essa combinação coloca hoje o Paraná em destaque internacional”, disse.
O NAPI Proteômica foi estruturado para atuar de forma integrada e multidisciplinar no enfrentamento de desafios relacionados aos microrganismos multirresistentes e outros agravos de interesse da saúde pública. Entre os objetivos estão o desenvolvimento de metodologias em proteômica, bioinformática aplicada e análises baseadas em espectrometria de massas, fundamentais para pesquisas em medicina de precisão e vigilância epidemiológica.
Além da infraestrutura científica, o projeto prevê investimentos em formação de recursos humanos, inteligência artificial, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento de parcerias público-privadas, ampliando a capacidade de inovação voltada ao SUS e à pesquisa aplicada no Paraná. Participaram ainda da solenidade o neurocirurgião do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e colaborador do NAPI, Denildo Veríssimo, além do diretor de Ciência e Tecnologia da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Marcos Aurelio Pelegrina, que representou o secretário Aldo Bona.
Texto: Ricardo Medeiros
Fotos: Daniel Castellano





























































































































