Fiocruz celebra os destaques da Coordenação Regional Sul  na 13ª. Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

A Fiocruz realizou a cerimônia de premiação da etapa regional Sul da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA/Fiocruz), reunindo estudantes, professores, pesquisadores e representantes da educação dos três estados da região Sul, em evento realizado em forma remota. Pela primeira vez, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram uma etapa regional própria no certame, que incentiva a produção de trabalhos relacionados à saúde, ao meio ambiente, à ciência e à educação.

Compuseram a mesa de abertura a diretora de popularização da ciência do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Juana Nunes, a coordenadora nacional da OBSMA, Cristina Araripe, o professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Ivo Leite, e a coordenadora regional da OBSMA, Maria das Graças Rojas Soto.

Na abertura, o professor Ivo Leite destacou a importância do envolvimento dos estudantes com a ciência e parabenizou os participantes pelos trabalhos apresentados. “Eu venho do movimento de feiras de ciências. Agradeço muito e fiquei muito feliz de ter acesso ao trabalho escrito submetido por cada um de vocês, bem como também pelos seus orientadores. Esse é um momento bastante importante.”

Em uma fala direcionada aos estudantes, Ivo ressaltou que a construção do conhecimento exige esforço coletivo e que a participação na Olimpíada é resultado do trabalho de muitas pessoas e falou sobre a dificuldade de se construir algo. “Quando eu vejo a Olimpíada aqui, eu sei que teve muito trabalho: trabalho da equipe da Fiocruz, trabalho do Ministério de Ciência e Tecnologia.”

O professor chamou a atenção dos jovens para a importância de ocuparem os espaços de ciência e educação. Por fim, Ivo falou sobre a necessidade de os estudantes reconhecerem que a ciência é construída coletivamente e que iniciativas como a OBSMA dependem do empenho de professores, pesquisadores e instituições.

Educação para transformar

A pesquisadora da Fiocruz e coordenadora nacional da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, Cristina Araripe Ferreira, participou da cerimônia por meio de uma mensagem em vídeo. Ela destacou o caráter histórico da premiação regional. “É a primeira vez que estamos organizando aqui no Sul do país uma cerimônia de premiação. A importância desse momento é enorme para a Fiocruz e para a gente da Olimpíada.”

Segundo Cristina, a OBSMA completa 25 anos e, nesta edição, passou a realizar uma premiação regional nos três estados do Sul. “A Olimpíada está completando 25 anos e, pela primeira vez, a gente está fazendo uma premiação regional nos três estados do Sul. Eu estou muito, muito feliz e quero agradecer a participação de todas as escolas, professores e alunos.”

A pesquisadora ainda reforçou a concepção de saúde adotada pela Olimpíada, que vai além da ausência de doenças. “A gente aprendeu que falar sobre saúde significa falar sobre o conceito integral de saúde. Então tem que falar sobre todos os aspectos importantes, não só da doença, mas de como é que a gente precisa viver em um ambiente saudável.”

Cristina destacou ainda o papel da educação e da ciência na formação dos estudantes. Para ela, os trabalhos desenvolvidos pelos participantes demonstram a capacidade dos jovens de discutir problemas relevantes da sociedade e propor soluções.

Ao falar sobre a etapa nacional, Cristina lembrou que os vencedores da etapa regional ainda terão novos desafios e ressaltou o posicionamento da Fiocruz em defesa da ciência. “É também apostar no trabalho de popularização da ciência e, nesse momento, é muito importante dizer que a Fiocruz e todo esse processo que vocês viveram ao nosso lado significa ter um posicionamento claro em defesa da vida, em defesa da ciência, contra o negacionismo”, finalizou.

Juventude no centro da Olimpíada

A diretora de popularização da ciência do MCTI Juana Nunes parabenizou estudantes e professores pelos trabalhos desenvolvidos nas escolas.

“Eu queria parabenizar todos pelos trabalhos nas escolas, trabalho sobre alimentação, sobre como combater o racismo nas escolas brasileiras.”

A anfitriã da cerimônia, Maria das Graças Rojas Soto, coordenadora da região Sul da OBSMA, ressaltou a importância de reunir pessoas comprometidas com a educação e com a juventude.

Maria das Graças explicou que a criação de uma regional exclusiva para os três estados do Sul representou um desafio, especialmente pela necessidade de alcançar estudantes de diferentes localidades. Para alcançar diferentes regiões, a coordenação contou com uma rede formada por professores, estudantes e colaboradores. “A gente tem uma rede poderosa. Os professores são disseminadores, os professores são animados, os professores querem educar todo mundo. Os estudantes gostam de contar uns para os outros.”

A coordenadora destacou ainda o resultado da primeira edição regional, que registrou o maior número de trabalhos inscritos entre as sete regionais da Olimpíada. “Me orgulho em dizer que foi a regional que mais trabalhos apresentou este ano. Isso mostra o engajamento e a sede de participação que têm os estudantes e professores de nossos estados do Sul.”

Segundo ela, a competição não deve ser compreendida apenas como uma disputa, mas como uma oportunidade de colaboração e transformação. Maria das Graças incentivou os jovens a ocuparem espaços de ciência, educação e divulgação científica. “É um lugar de vocês. Onde tiver feira, onde tiver Olimpíada, onde tiver o que vocês estão fazendo, entrem, entrem e se coloquem.”

Mais de 300 trabalhos inscritos

A etapa regional Sul recebeu 306 trabalhos, envolvendo 1.222 estudantes, 426 professores e 91 escolas dos três estados da região. Entre as instituições participantes, estavam 62 escolas estaduais, 12 municipais, 10 privadas e sete institutos federais. Os trabalhos foram submetidos em três modalidades: produção audiovisual, produção de texto e projeto de ciências.

No ensino fundamental, foram inscritos 16 trabalhos de produção audiovisual e 96 de produção de texto. No ensino médio, foram 28 trabalhos de produção audiovisual e 41 de produção de texto. Na modalidade projeto de ciências, foram 58 trabalhos do ensino fundamental e 67 do ensino médio.

A avaliação contou com 38 avaliadores, entre pesquisadores, professores, jornalistas e profissionais ligados às áreas de saúde, meio ambiente, educação e comunicação.

A Coordenação Regional Sul da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente está sediada na Fiocruz Paraná, tendo como coordenadora Maria das Graças Rojas Soto, e como assistente Morgana Borges.

Trabalhos premiados

Ao final da cerimônia, foram anunciados os Destaques regionais da etapa Sul da 13ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente.

Produção audiovisual — Ensino Fundamental

Destaque Regional Sul: Ultraprocessados, estão ultrapassados

Autoria: Valentina Pereira Spiegel, Maria Júlia Eberley Sá Ferreira, Juliana Cabral Bozo, Júlia Fernandes Biscontim, Maria Luiza Camargo Jimenez e Sofia Favoto Pereira.

Orientação: professora Thais Sanges Santos.

Escola Magnus Domini –  Maringá (PR).

Produção audiovisual — Ensino Médio

Destaque Regional Sul: Cento e vinte e dois

Autoria: Evelyn Brustolin da Silva, Henry Bittencourt Padilha, Lara Pietra Santos Gonçalves, Natália da Silva Moraes, Rafaela Luz Garcia e Suellen Meirelles Leite.

Orientação: professora Márcia Diehl Pereira.

Escola Estadual Cristo Rei –  São Leopoldo (RS).

Produção de texto — Ensino Fundamental

Destaque Regional Sul: Mar de plásticos

Autoria: Arthur Gabriel de Oliveira Figueiredo.

Orientação: professora Heloísa Thomaz Borges.

Escola Municipal Nova Sardenha –  Farroupilha (RS).

Menção honrosa: “Biodiversidade: Fauna brasileira de A a Z em perigo de extinção”​

Autoria: Angelina Gomes Caletti.

Orientação: professoras Nathani Iris Pereira e Maria Miller Ferreira.

Escola Mapple Bear Florianópolis Continente — Florianópolis (SC).

Produção de texto — Ensino Médio

Destaque Regional Sul: Reflexo no portão da escola

Autoria: Rafael Fofonca Martins Pinto.

Orientação: professora Márcia Diehl Pereira.

Escola Estadual Cristo Rei, São Leopoldo (RS).

Projeto de ciências — Ensino Fundamental

Destaque Regional Sul: Ouro negro do campo: a revolução sustentável do biocarvão na escola

Autoria: Natália Martinez e Pietro Mathias de Ponte.

Orientação: professora Silvana Nodari.

Colégio Estadual do Campo Castelo Branco – Pérola d’Oeste (PR).

Menção honrosa: O impacto social e ambiental da questão do abandono de cães e a necessidade de ações concretas

Autoria: Alejandro Vergara Marón e Dialis Ellert.

Orientação: professora Marcione.

Projeto de ciências — Ensino Médio

Destaque Regional Sul: Do prato à terra: biotecnologia agroecológica, TMT e extensão comunitária na escola de campo

Autoria: Pietro Alves Lavada e Samuel Sirota.

Orientação: professora Silvana Nodari.

Colégio Estadual do Campo Castelo Branco – Pérola d’Oeste (PR).

Menção honrosa: A influência do contato com áreas verdes na saúde mental dos estudantes de Ensino Médio

Autoria: Helena Vieira, Kawane Barcelos, Valentina de Almeida e Luísa de Freitas.

Orientação: professora Maruá Pereira Loki.

Colégio Tiradentes –  Santa Maria (RS).

A cerimônia marcou a primeira premiação da Coordenação Regional Sul da OBSMA e encerrou uma etapa que reuniu centenas de estudantes e professores em torno de projetos sobre saúde, meio ambiente, ciência e educação. Os trabalhos destacados seguem agora para a etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, que acontecerá no dia 30 de novembro, no Rio de Janeiro.


Texto: Rômulo Lima/Ascom