A estudante Julia Cardoso, do Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia (PPGBB) da Fiocruz Paraná, participou de um período de atividades no Integrated Space Stem Cell Orbital Research da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, coordenado pelos pesquisadores brasileiros Alysson Muotri e Aline Martins, no qual acompanhou pesquisas em biologia espacial e análises proteômicas aplicadas ao estudo de doenças neurológicas.
Durante uma semana, a aluna conheceu a estrutura do laboratório, participou do preparo de amostras para proteômica, acompanhou a manutenção de organoides utilizados em experimentos em microgravidade e teve contato com equipamentos de alta precisão, como o sistema CellenONE, usado para manipulação e isolamento de células. Parte dos estudos do grupo envolve experimentos enviados à Estação Espacial Internacional, dentro de projetos voltados ao desenvolvimento de modelos biológicos em ambiente de microgravidade.
A ida de Julia aos Estados Unidos foi viabilizada pela Fundação Araucária, por meio do NAPI Proteômica, iniciativa que financia pesquisas avançadas sobre proteínas para diagnóstico e tratamento de infecções, especialmente sepse, no Paraná.
Orientador da estudante, o pesquisador Paulo Carvalho, da Fiocruz Paraná, destaca que a experiência fortalece a formação científica e amplia as conexões internacionais do grupo. Segundo ele, “a participação da Julia nesse estágio permite contato direto com tecnologias de ponta e reforça a colaboração internacional em proteômica, área estratégica para o desenvolvimento de novas abordagens diagnósticas e terapêuticas”.
Para a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz Paraná, Letusa Albrecht, a participação de estudantes em experiências internacionais é fundamental para a formação científica. “A internacionalização é parte essencial da pós-graduação e contribui para qualificar nossos alunos, ampliar parcerias e fortalecer a produção científica desenvolvida no Paraná”, afirma.
A visita também integra uma colaboração científica já existente entre o laboratório de Proteômica Estrutural e Computacional da Fiocruz Paraná e o grupo norte-americano, que inclui projetos relacionados ao International Space Station National Laboratory. Para a estudante, a experiência contribui diretamente para o desenvolvimento do projeto de mestrado, ao ampliar o domínio de técnicas experimentais e o entendimento sobre novas estratégias de pesquisa em biotecnologia.






