Engenharia de tecidos

Marco Augusto Stimamiglio Bruno Dallagiovanna Alejandro Correa Dominguez
Alessandra Melo de Aguiar Bruna Hilzendeger Marcon

Esta linha de pesquisa se dedica ao desenvolvimento de dispositivos impressos em modelos 3D associados a células-tronco e a avaliação do uso potencial destes dispositivos na engenharia tecidual e medicina regenerativa. Além disso, estratégias de descelularização tecidual, uso de derivados de células-tronco e tecidos, além de caracterizações proteômicas e de perfil transcricional são abordados nesta linha de pesquisa. Dentre os modelos de estudo estão o tecido cardíaco (miocárdio e valvas), pele, cartilagem e osso. Um dos objetivos da engenharia tecidual visa encontrar maneiras de desenvolver tecidos funcionais que possam ser transplantados em pacientes. No caso do tecido cardíaco, por exemplo, inovações na área estão relacionadas com a perspectiva do uso de corações descelularizados como arcabouço para o desenvolvimento de novos corações. Porém, uma das dificuldades encontradas é o processo de recelularização. As células-tronco, que são células indiferenciadas, caracterizadas pela autorrenovação e com a capacidade de se diferenciar em vários tipos celulares, são uma possível alternativa para recelularizar um órgão. Dentre elas, uma das opções são as células-tronco pluripotentes (células-tronco embrionárias ou de pluripotência induzida) com a capacidade de gerar todos os tecidos do organismo. Apesar de um dos objetivos deste projeto ser a recelularização, poucas são as informações da literatura a respeito do comportamento das células após o contato com a matriz extracelular, através deste sistema de descelularização-recelularização. Assim, nosso foco se estende tanto para a caracterização proteômica do tecido cardíaco descelularizado, quanto para a caracterização do perfil transcricional das células-tronco diferenciadas a cardiomiócitos antes e depois de sua interação com o arcabouço do coração. Outros projetos dentro dessa linha de pesquisa do tecido cardíaco visam o desenvolvimento de próteses valvares. Por um lado, avaliamos a descelularização do pericárdio bovino, tendo como hipótese que o processo de descelularização seria eficaz na remoção de componentes celulares, além de preservar a integridade tecidual das fibras elásticas e colágenas da matriz extracelular, mantendo o tecido suscetível ao repovoamento celular de maneira que possa ser aplicado como próteses valvares. Por outro lado, um procedimento comum para o tratamento de válvulas doentes é a substituição direta de válvulas cardíacas. Nesse tipo de cirurgia, os modelos de válvulas mecânicos ou biológicos podem ser utilizados, entretanto, o homoenxerto ou heteroenxerto são alternativas aos dois tipos anteriores de próteses. Apesar de serem mais vantajosos que os demais, os enxertos podem acarretar respostas imunes decorrentes da viabilidade celular que podem levar a posterior degeneração do implante. Assim, com este trabalho o LabCet pretende avaliar a utilização de enxertos valvares descelularizados.





TOP