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ICC confirma primeiro caso de Zika Vírus no Paraná
17/07/2015

Laboratório de Virologia Molecular é reconhecido como sentinela para a detecção do vírus na região Sul do país

ICC confirma primeiro caso de Zika Vírus no Paraná Laboratório de Virologia Molecular é reconhecido como sentinela para a detecção do vírus na região Sul do país No último dia 14 de julho, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) do Paraná divulgou a ocorrência do primeiro caso de Zika vírus no Estado. O diagnóstico – feito pela análise do RNA viral na amostra de soro de uma paciente do sexo feminino de 48 anos, habitante de São Miguel do Iguaçu – foi realizado pelo Laboratório de Virologia Molecular (Viromol) do Instituto Carlos Chagas (ICC/ Fiocruz Paraná), reconhecido como sentinela para a detecção do vírus na região sul do país.

O ICC/ Fiocruz Paraná vem ganhando destaque nacional em pesquisas relacionadas a este vírus no Brasil. Em maio, um trabalho realizado pelo Viromol resultou na confirmação da presença do Zika vírus em oito amostras humanas vindas do Rio Grande do Norte. O estudo pioneiro constatou a circulação do vírus no país e reforçou a importância da vigilância epidemiológica neste contexto.

“As confirmações são realizadas com reagentes específicos para identificação do Zika vírus nas amostras analisadas, incluindo a da paciente paranaense, detectamos a presença do seu ácido ribonucleico (RNA, na sigla em inglês) viral”, explica a virologista Cláudia Nunes Duarte dos Santos, chefe do Laboratório de Virologia Molecular do ICC.

A preocupação das autoridades sanitárias é com a possibilidade de uma tríplice epidemia, com ocorrências simultâneas de casos de dengue, chikungunya e Zika vírus, todos transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti. A situação já ocorre no estado da Bahia. “Não temos como medir as consequências da coinfecção ou infecções sucessivas pelos três vírus em um paciente. Há necessidade de uma investigação profunda para esclarecer os aspectos clínicos e adequar os tratamentos”, aponta Cláudia.

Além dos sintomas parecidos com os da dengue – dores nas articulações, corpo e cabeça, febre, náuseas, diarreia e mal-estar – o Zika vírus, ainda pode causar fotofobia, conjuntivite e erupções cutâneas por todo o corpo, incluindo as palmas das mãos e as plantas dos pés, acompanhadas de muita coceira. Introduzido no país no Brasil, possivelmente, por turistas que vieram assistir à Copa do Mundo em 2014, foi isolado, pela primeira vez, em 1947, num macaco Rhesus durante um inquérito epidemiológico para febre amarela na Floresta de Zika, em Uganda, no continente africano.

Aproximadamente 20 anos depois, foi isolado em seres humanos na Nigéria e, a partir daí, se espalhou por diversas regiões da África e da Ásia e alcançou a Oceania. No Brasil, um número crescente de pacientes vem apresentando os sintomas da doença. “Já temos relatos de pacientes que apresentaram os sintomas não só no Norte e Nordeste do país, mas também na região sudeste, em cidades como o Rio de Janeiro”, finaliza a virologista do ICC.


Laboratório de Virologia Molecular do ICC/Fiocruz Paraná é reconhecido como sentinela para a detecção do Zika Vírus na região Sul do país.

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